A reciclagem é o termo geralmente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, o metal e o plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração.
O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. O conceito de reciclagem é diferente do de reutilização.
O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro. Um exemplo claro da diferença entre os dois conceitos, é o reaproveitamento do papel.
O papel chamado de reciclado não é nada parecido com aquele que foi beneficiado pela primeira vez. Este novo papel tem cor diferente, textura diferente e gramatura diferente. Isto acontece devido a não possibilidade de retornar o material utilizado ao seu estado original e sim transformá-lo em uma massa que ao final do processo resulta em um novo material de características diferentes.
Outro exemplo é o vidro. Mesmo que seja "derretido", nunca irá ser feito um outro com as mesmas características tais como cor e dureza, pois na primeira vez em que foi feito, utilizou-se de uma mistura formulada a partir da areia.
Já uma lata de alumínio, por exemplo, pode ser derretida de volta ao estado em que estava antes de ser beneficiada e ser transformada em lata, podendo novamente voltar a ser uma lata com as mesmas características.
A palavra reciclagem ganhou destaque a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que havia falta de espaço para a disposição de resíduos e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo).
Como disposto acima sobre a diferença entre os conceitos de reciclagem e reaproveitamento,em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose.
Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.
Cores dos lixos:
Cores dos lixos:
- Azul: papel/papelão
- Vermelho: plástico
- Verde: vidro
- Amarelo: metal
- Preto: madeira
- Laranja: resíduos perigosos
- Branco: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
- Roxo: resíduos radioativos
- Marrom: resíduos orgânicos
- Cinza: resíduo geralmente não reciclável, misturado ou contaminado, não sendo possível de separação.
A matéria orgânica é composta por resíduos animais ou vegetais. Trata-se de substâncias que se encontram no solo e que o ajudam a ser fértil. Com efeito, para que um solo esteja apto para a produção agro-pecuária, deve ter um bom nível de matéria orgânica: caso contrário, as plantas não crescem.
Diversos microorganismos têm a função de decompor a matéria orgânica bruta e de a transformar em húmus (matéria orgânica num certo estado de descomposição). Para além de não perder nutrientes, o solo rico em húmus tem uma elevada capacidade de reter a água e ajuda a melhorar as condições biológicas, químicas e físicas.
A matéria orgânica é um dos principais componentes dos resíduos domésticos. Os restos de comida, as cascas de frutas e legumes, as folhas apanhadas do jardim e as fraldas sujas, por exemplo, são compostos por matéria orgânica.
Uma forma de reutilizar esses resíduos é recorrendo à matéria orgânica para fertilizar as plantas do lar. É importante que a matéria orgânica não esteja contaminada com outro tipo de resíduos.
Os compostos orgânicos ou moléculas orgânicas são, por sua vez, as substâncias químicas que contêm carbono e, em alguns casos, oxigénio, nitrogénio, fósforo e outros elementos.
Estes compostos orgânicos podem-se dividir em dois grandes tipos: moléculas orgânicas naturais (sintetizadas pelos seres vivos) e moléculas orgânicas artificiais (substâncias fabricadas pelo homem, como é o caso do plástico).
Regra geral, a diferença entre os compostos orgânicos e os inorgânicos relaciona-se com a presença de carbono e de hidrogénio no caso dos primeiros, para além de serem biodegradáveis.
Alex Silva - 1
Nenhum comentário:
Postar um comentário