terça-feira, 3 de setembro de 2013

Quimica

Efeitos ambientais O xileno, em determinadas concentrações na atmosfera, forma misturas explosivas e tóxicas, é prejudicial à vida aquática, e pode contaminar o lençol freático. Apresenta vida média na atmosfera de uma a dezoito horas. Em caso de derramamento no solo, espera-se que o produto se evapore em grau moderado, podendo, portanto, ocorrer percolação e contaminação de águas subterrâneas. Provoca contaminação atmosférica (liberação de gases tóxicosquando decomposto termicamente), de corpos de água, do solo e do lençol freático. As águas residuais de controle do fogo e as águas de diluição podem causar poluição. É considerado muito tóxico para a vida aquática.O xileno apresenta nível de risco médio para sistemas aquáticos. É um líquido inflamável e pode acumular carga estática por fluxo ou agitação. Os vapores são mais pesados que o ar e podem propagar-se para longas distâncias até fontes de ignição e inflamar-se. É um produto volátil, apresenta potencial muito alto para mobilidade no solo. Quanto à degradabilidade, o produto é foto e biodegradável. Apresenta baixo potencial de bioconcentração. Conceitos nas empresas As empresas, por sua vez, combatem o prejuízo que a mídia sensacionalista causa de duas formas. A forma moralmente condenável e a forma ética e honesta. A forma moralmente condenável é bastante comum. Se a mídia fala mal a respeito de um ingrediente, estas empresam não só param de usar este ingrediente, como ajudam a fomentar o sensacionalismo da mídia, tentando atingir os concorrentes que usam a substância mal vista pela mídia leiga. Muitas vezes, estas empresas substituem os ingredientes mal vistos pela mídia leiga – e não pela ciência – por ingredientes menos estudados, ingredientes que, de acordo com estudos, causam mais reações alérgicas etc. Porque a intenção não é vender o melhor produto ao consumidor, baseado nas evidências científicas atuais, a intenção é vender… Ponto. E há as empresas que procuram o caminho ético e honesto, que é educar o consumidor com informações corretas e acuradas. O caminho honesto foi o escolhido pela brasileira Natura, por exemplo. O que muitas empresas fizeram: simplesmente substituiram o sal do xampu (cloreto de sódio) por algum outro sal similar (exemplo: cloreto de potássio) e escreveram nos rótulos dos produtos: “sem sal”. O que a Natura fez: não retirou o sal (cloreto de sódio) dos produtos, mesmo que isto cause prejuízo financeiro. Não só não retirou o cloreto de sódio, como preferiu publicar um comunicado com informações corretas sobre o assunto, ajudando a educar os consumidores – e não deixá-los ainda mais confusos. Também seguindo o caminho honesto, a sul-coreana Amore Pacific, em vez de contribuir para o sensacionalismo, divulgou alguns conceitos corretos e de fácil entendimento envolvendo toxicologia. A marca apropriadamente explica que a quantidade da substância X em um produto deve ser levada em consideração para que o mesmo seja considerado tóxico ou perigoso. “Todas as substâncias são venenos; não existe uma que não seja veneno. A dose certa diferencia um veneno de um remédio”. Paracelso As empresas deveriam aderir a ecoficiência Ecoeficiência (ou produção mais limpa) é compreendida como melhorar os processos atuais buscando produzir mais com menor consumo de recursos naturais. Obviamente, o conceito em si é bom e deve ser usado pelas empresas. O problema é tentar melhorar processos produtivos que não são sustentáveis. Assim, o correto para qualquer empresa é repensar seus processos com base no conceito de sustentabilidade; e somente depois aplicar o conceito de ecoeficiência. Lembro sempre de um aluno meu que disse: “produção mais limpa é a mesma coisa que produção menos suja”. Um dos pontos em que há total conflito entre os conceitos de Ecoeficiência e de sustentabilidade é o uso de substâncias tóxicas pelas empresas. A ecoeficiência busca melhorar o processo existente, tentando reduzira quantidade de substâncias tóxicas. Porém, numa condição sustentável não podem existir substâncias sintéticas tóxicas e persistentes. Portanto, o foco da gestão deve ser buscar modificar o processo para eliminar tais substâncias. BENZENO PRESENTE NOS REFRIGERANTES Em 2009 a ONG Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) analisou 24 amostras de refrigerantes e constatou que sete amostras continham benzeno, substância reconhecidamente tóxica e cancerígena. As marcas de refrigerantes que revelaram indícios de benzeno nos testes foram: Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Sukita, Sukita Zero, Sprite Zero, Dolly Guaraná e Dolly Guaraná Light. Casa do futuro A Casa do Futuro, idealizada pela arquiteta gaúcha Betina Gomes, mostra como pode ser um lar futurista e itinerante. Com foco em mobilidade, sustentabilidade e tecnologia, o projeto conquistou o prêmio A’Design Award & Competition na categoria Design de Arquitetura, Construção e Estrutura, na Semana de Design de Milão, que ocorreu na Itália, no início de abril. O conceito da Casa do Futuro é ousado. Em um espaço de apenas 32 metros quadrados, no interior de um contêiner, a arquiteta garante a presença de cozinha, banheiro, quarto, sala de jantar, escritório, sala de estar, home theater e, até mesmo, de uma pista de dança. Os ambientes são transformados de acordo com a necessidade do morador. Para modificá-los, basta acionar um comando por meio de um smartphone, tablet ou notebook.Um aplicativo no dispositivo móvel é capaz de controlar iluminação, toldos e persianas e os painéis deslizantes que mudam os cômodos da casa. Assim, rapidamente, o quarto de casal é substituído por uma pista de dança com painéis de LED no teto, por exemplo. De acordo com Gomes, a transformação ocorre em cerca de dois minutos. Placas solares fotovoltaicas no exterior da casa garantem a captação de energia solar e conversão em eletricidade, a fim de minimizar os gastos com energia elétrica. “A iluminação é toda em LED e os eletrodomésticos são de baixo consumo”, explica a arquiteta. A energia solar também é utilizada para o aquecimento da água. Além disso, a Casa do Futuro reaproveita a água da chuva para as descargas do vaso sanitário. Um software de automação indica ainda o consumo de água, eletricidade e gás para evitar desperdícios. O sistema ainda identifica possíveis problemas nas tubulações. O projeto foi pensado para atender àqueles que precisam de mobilidade. “Grandes empresas que necessitem montar ‘vilas’ longe dos grandes centros para alojar funcionários podem recorrer à Casa do Futuro”, afirma a criadora. Ela destaca também a aplicação do lar para a hotelaria ou para abrigar participantes de grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Um exemplar completo custa R$ 580 mil e é montado em 120 dias. Segundo a arquiteta, caso o morador queira mudar de ares, a estrutura montada pode ser transportada com a ajuda de um caminhão ou até mesmo em um navio. Ciclo biogeoquímico O ciclo biogeoquímico é o percurso realizado no meio ambiente por um elemento químico essencial à vida. O termo é derivado do fato de que há um movimento cíclico de elementos que formam os organismos vivos (“bio”) e o ambiente geológico (“geo”), onde intervêm mudanças químicas. Ao longo do ciclo, cada elemento é absorvido e reciclado por componentes bióticos (seres vivos) e abióticos (ar, água, solo) da biosfera, e às vezes pode se acumular durante um longo período de tempo em um mesmo lugar. É por meio dos ciclos biogeoquímicos que os elementos químicos e compostos químicos são transferidos entre os organismos e entre diferentes partes do planeta. O estudo e a compreensão dos ciclos biogeoquímicos pode ajudar a identificar potenciais impactos ambientais causados pela introdução de substâncias potencialmente perigosas nos diversos ecossistemas. As relações entre os organismos vivos e o ambiente físico caracterizam-se por uma constante permuta dos elementos, em uma atividade cíclica. Na verdade, o fenômeno é estritamente cíclico apenas em relação ao aspecto químico, no sentido de que os mesmos compostos químicos alterados se reconstituem ao final do ciclo. Assim, há uma espécie de intercâmbio contínuo entre meio físico, denominado abiótico (relativo à parte sem vida do meio físico) e obiótico (conjunto de seres vivos), sendo esse intercâmbio de tal forma equilibrado, em relação à troca de elementos nos dois sentidos, que os dois meios se mantêm praticamente constantes.

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